Liceu

EQ. [A]

Liceu Camilo Castelo Branco

Escola Secundária Camilo Castelo Branco · Vila Real

Vila Real, Portugal

Inauguração do Liceu Nacional de Vila Real, 1901

António Augusto Alves Teixeira (1877-1918), Restaurada

ES CAMILO CASTELO BRANCO

A Escola Secundária Camilo Castelo Branco [ ESCCB] é uma instituição pública de ensino localizada em Vila Real, no norte de Portugal. É um dos principais estabelecimentos de ensino da região, reconhecida pela sua relevância educativa e pela sua contribuição para a formação académica e profissional no seu território. Com uma história que remonta a 1848, esta escola assumiu ao longo dos tempos um papel fulcral no ensino secundário em Trás-os-Montes, tornando-se numa instituição de referência que engrandece a cidade de Vila Real.


ES Camilo Castelo Branco ES Camilo Castelo Branco ES Camilo Castelo Branco ES Camilo Castelo Branco
ES Camilo Castelo Branco | ABRIL 2026

Designações

Ao longo da sua história, a escola adotou várias designações, refletindo as transformações políticas e educativas do país:

Fundação Liceu Nacional de Vila Real
1911 Liceu Central de Vila Real
1914 Liceu Central de Camilo Castelo Branco
1928 Liceu Nacional de Camilo Castelo Branco
1947 Liceu Nacional de Vila Real
1978 Escola Secundária de Camilo Castelo Branco
1998 Escola Secundária com 3.º Ciclo de Camilo Castelo Branco, de Vila Real
No início Liceu Masculino
Em 1882/83 Liceu misto

A escola recebeu definitivamente o nome do escritor romântico Camilo Castelo Branco, figura incontornável da literatura portuguesa do século XIX, tornando-se assim um tributo permanente a um dos maiores vultos das letras nacionais.

Criação e Evolução Institucional

O liceu iniciou as suas atividades em 1848. Inicialmente contava com apenas dois professores. Em 1851, foram nomeados mais três professores, ao abrigo do Decreto Cabralista de 1844, e realizou-se nesse mesmo ano, a 6 de Outubro, a primeira R eunião de Conselho que constituiu definitivamente o Liceu. A designação de Liceu Nacional resultou de Decreto Régio de 17 de Novembro de 1836.


A par do ensino oficial, no liceu lecionavam-se as disciplinas de Latim, Gramática Portuguesa e Latina e Latinidade.


Na sua categoria, o liceu de Vila Real era considerado de "segunda linha " , dependendo da circunscrição do Porto para a prestação de exames. A 23 de Junho de 1879, através de um decreto, Vila Real passou a ser local de exame, o que fez com que os alunos de Bragança se deslocassem até lá para a realização de provas.


A sua existência viu-se atribulada pela criação de um liceu próximo: o liceu de Chaves, que abrangeu os alunos de Boticas, Chaves, Montalegre e Valpaços. Desta forma, o Liceu de Vila Real perdeu os alunos desses concelhos.


Inauguração do Liceu Nacional de Vila Real Inauguração do Liceu Nacional de Vila Real Inauguração do Liceu Nacional de Vila Real Inauguração do Liceu Nacional de Vila Real
Inauguração do Liceu Nacional de Vila Real | 1901

Vila Real almejava que o seu liceu fosse elevado a C entral, à semelhança do que já acontecia em Braga ( Minho), Porto ( Douro Litoral), Viseu e Coimbra ( Beiras) e Évora ( Alentejo). Em 1910, os liceus de Faro, Castelo Branco e Bragança subiram a essa categoria, impulsionando o liceu de Vila Real a envidar todos os esforços para o mesmo reconhecimento.


O Estado impôs como condição a criação de um internato liceal. Em 1911 foi constituída uma comissão, com membros do Governo Civil, da Comissão Municipal, professores e alunos, encarregada de estudar a sua organização. Para o internato foi arrendado o Colégio de Nossa Senhora do Rosário, pertencente a Monsenhor Jerónimo de Amaral.


A 17 de Junho de 1911, por decreto do Ministro do Interior António José de Almeida, o liceu de Vila Real foi elevado a C entral. O documento oficial determinava:

Tendo em vista as representações que me foram feitas, hei por bem decretar o seguinte: Artigo 1.º. São elevados a lyceus nacionaes centraes os lyceus nacionaes de … e Villa Real, com a condição expressa de, em todos elles, se estabelecer um internato lyceal. Ministro do Interior, António José de Almeida

Em 1914 recebeu o nome de Liceu Central de Camilo Castelo Branco. Apesar da contestação do conselho de Portalegre, que alegava que "Vila Real não tinha razão de o possuir" , o liceu manteve o estatuto e chegou mesmo a alargar a sua área de influência a alguns concelhos do distrito de Viseu.


Contudo, com as reformas do Estado Novo, o liceu acabou por regressar ao estatuto de L iceu N acional. Após o 25 de Abril de 1974, e de acordo com o Decreto-Lei n.º 80/78, de 27 de Abril, passou a designar-se Escola Secundária de Camilo Castelo Branco. O processo de unificação dos 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade, que havia sido previsto na reforma de Veiga Simão e iniciado em 1971 sob pressão da OCDE, culminou em Janeiro de 1975 com o lançamento do Curso Secundário Unificado.

Localização

A escola encontra-se em Vila Real, no norte de Portugal. As suas instalações atuais ocupam o espaço construído por iniciativa de Monsenhor Jerónimo do Amaral, no início do século XX, na Praça Camilo Castelo Branco — antiga Praça Velha.


Ao longo da sua história, o liceu passou por várias moradas até encontrar uma sede permanente. As versões documentadas das suas localizações sucessivas são as seguintes:

1.ª Versão

  • Convento de São Francisco
  • Rua Dona Margarida Chaves
  • Travessa de São Paulo (Rua Avelino Patena)
  • Caminho de Baixo (Rua do Rossio)
  • Espaço que a escola ocupa atualmente

2.ª Versão

  • Palácio do Governo Civil
  • Travessa de São Paulo
  • Rua do Rossio (Caminho de Baixo)
  • Primitivo imóvel que deu origem às atuais instalações

3.ª Versão

  • Rua 31 de Janeiro
  • Palácio do Governo Civil
  • Rua Avelino Patena
  • Caminho de Baixo
  • Edifício mandado construir por Monsenhor Jerónimo do Amaral
Instalações

As primeiras instalações onde funcionou o liceu permanecem desconhecidas. Sabe-se, contudo, que em 1862 a secretaria do Governo Civil, a repartição de Finanças, o liceu e a estação telegráfica partilhavam o mesmo edifício.


Em 1881, o liceu instalou-se na Rua das Flores, num espaço arrendado por dez anos. Em 1897, mudou-se para a Rua do Rossio.


A vida errante do liceu terminou graças a Monsenhor Jerónimo do Amaral, grande benemérito e amigo de Vila Real, que mandou construir, em 1901, a expensas suas e junto ao seu Colégio de Nossa Senhora do Rosário, um imóvel adequado, na então Praça Velha, atual Praça Camilo Castelo Branco. No entanto, o número de alunos foi crescendo e as instalações tornaram-se insuficientes.


Em 1911, quando o liceu foi elevado a "central", as classes complementares foram transferidas para o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1915, após a venda deste edifício, essas classes foram novamente transferidas, desta vez para a Casa da Câmara.


Gabinete de Ciências
Gabinete de Ciências | 1940/1950

Em 1916, o edifício do liceu foi demolido em consequência da abertura da Avenida Carvalho Araújo. Tornou-se então necessário aumentar o número de salas, passando a existir treze salas e seis gabinetes. Por falta de ginásio ou de pátio adequado, não havia aulas de Educação Física.


No final da década de 1920, o liceu recebeu verbas para obras de melhoramento. Com esse investimento, iniciou-se em 1932 a ampliação do edifício, "construindo- se novos corpos de edifício, com todas as modernas condições pedagógicas, nos terrenos anexos" (O Povo do Norte, 24 de Novembro de 1929). A ampliação, porém, não resolveu definitivamente o problema de espaço.


Evolução do número de alunos do Liceu de Vila Real 0 100 200 300 400 500 600 700 Nº de alunos 1860 1870 1880 1890 1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 Anos lectivos 109 278 445 495 659 109 Alunos 103 Alunos 73 Alunos 46 Alunos 57 Alunos 43 Alunos 73 Alunos 66 Alunos 109 Alunos 46 Alunos 84 Alunos 73 Alunos 75 Alunos 164 Alunos 178 Alunos 235 Alunos 278 Alunos 230 Alunos 269 Alunos 285 Alunos 415 Alunos 445 Alunos 436 Alunos 390 Alunos 420 Alunos 436 Alunos 410 Alunos 342 Alunos 495 Alunos 458 Alunos 474 Alunos 550 Alunos 620 Alunos 659 Alunos 164 Alunos 164 Alunos 173 Alunos 180 Alunos 201 Alunos 180 Alunos 219 Alunos 242 Alunos 296 Alunos 294 Alunos 239 Alunos 287 Alunos 269 Alunos 214 Alunos 258 Alunos 301 Alunos 274 Alunos 310 Alunos 321 Alunos 385 Alunos 9 Alunos 27 Alunos 48 Alunos 64 Alunos 78 Alunos 84 Alunos 41 Alunos 75 Alunos 169 Alunos 144 Alunos 169 Alunos 157 Alunos 137 Alunos 207 Alunos 201 Alunos 301 Alunos Total Masc. Fem.

Em 1971 foi inaugurado o refeitório. Em 1974, o aumento do número de alunos tornou as salas e o equipamento insuficientes, levando à implantação, em 1978, de um pavilhão pré-fabricado com catorze salas.


O liceu possuía ainda um museu colonial, motivo de orgulho da instituição. Em 1927, foi instalado um posto meteorológico, que enriqueceu consideravelmente o material didático disponível.


O campus atual inclui edifícios de aulas, laboratórios, biblioteca, ginásio e espaços verdes, refletindo décadas de adaptação e modernização pedagógica.


Posto Metereológico 1927
Posto Metereológico (Recreio dos Rapazes) | 1927

Estrutura e Oferta Formativa

A Escola Secundária Camilo Castelo Branco [ ESCCB] oferece o ensino básico e o ensino secundário ( regular e artístico música), sendo uma escola pública sob tutela do Ministério da Educação de Portugal. A sua oferta formativa inclui os cursos científico-humanísticos, cursos profissionais, ensino recorrente noturno ( modular) e o português língua de acolhimento.


Ao longo das décadas, a instituição adaptou-se às sucessivas reformas educativas nacionais, modernizando infraestruturas e métodos pedagógicos, e promovendo projetos culturais, desportivos e de cidadania que integram ativamente a comunidade local.

Traços Liceais e Tradições Académicas

Tal como noutros liceus, a tradição académica mais conhecida era a comemoração do 1.º de Dezembro. Os festejos realizavam-se com bandeiras e luminárias nos edifícios, música nas ruas, vivas aos professores, foguetes e dois feriados académicos.


As preparações das festas começavam em Outubro, com a elaboração do programa, a organização de bailes e a formação de conjuntos musicais. Das festas constava o " Regadinho", realizado nas noites de sábado do mês de Novembro. No início da noite tinha lugar a Ruada: um cortejo pelas ruas em que os estudantes desfilavam de capa e batina, com uma banda de música a acompanhar. Os cortejos paravam sempre perante as residências dos professores, seguindo-se uma homenagem académica.


Só em 1925 foi batizada a bandeira da Academia, numa cerimónia a rigor, seguida de um baile. À noite tinha lugar a Récita de Gala, que consistia numa peça de teatro e num ato de variedades. O 25 de Abril de 1974 veio alterar profundamente estas festividades.


O Regadinho, criado antes de 1926, era um processo mobilizado pelos estudantes para criticar e manifestar a sua opinião sobre factos, pessoas e situações da vida citadina. Para o efeito, vestiam-se de modo extravagante, encarnando personagens da vida real e ridicularizando algumas situações.


ES Camilo Castelo Branco
Vista Aérea - Largo dos Freitas | 1998

Datas Importantes
1848 Início de atividade do Liceu Nacional de Vila Real
1851 Constituição definitiva do Liceu, com a primeira reunião de Conselho (6 de Outubro)
1879 Vila Real passa a ser local de exame (decreto de 23 de Junho)
1882/83 O liceu torna-se misto
1901 Construção do edifício definitivo por Monsenhor Jerónimo do Amaral
1911 Elevação a Liceu Central de Vila Real (decreto de 17 de Junho)
1914 Adoção do nome Liceu Central de Camilo Castelo Branco
1916 Demolição do edifício e adaptação das instalações
1920 Criação da Associação Académica Camilo Castelo Branco
1925 Batismo da bandeira da Academia
1927 Instalação do posto meteorológico
1932 Início das obras de ampliação do edifício
1971 Inauguração do refeitório
1978 Implantação do pavilhão pré-fabricado; adoção do nome Escola Secundária de Camilo Castelo Branco
1998 Adoção do nome Escola Secundária com 3.º Ciclo de Camilo Castelo Branco, de Vila Real
Impacto e Reconhecimento

Em 1920 foi criada a Associação Académica Camilo Castelo Branco, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento físico, moral e intelectual dos alunos. A associação promoveu visitas de estudo, apoiou o pagamento de propinas e de livros dos alunos mais carenciados, e dinamizou um grupo orfeónico, festas escolares e celebrações de datas históricas.


Um dos grandes objetivos desta associação foi eliminar a indiferença que rodeava o liceu, objetivo alcançado gradualmente e reforçado pela elevação do liceu a central. Durante a sua existência de mais de 1 7 5 anos, o liceu publicou inúmeros jornais, dos quais se destacam A Voz Escolar, O Cábula, A Academia Portuguesa, O Liberal, O Ridículo, A Ripada e O Académico.


Atualmente, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco desempenha um papel central na educação pública de Vila Real, colaborando com instituições de ensino superior como a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. É reconhecida pelo seu desempenho académico e pela formação de alunos que seguem carreiras nas mais diversas áreas científicas e artísticas, em Portugal e no estrangeiro.


As suas tradições marcaram não só as gerações de alunos que por lá passaram, mas também a própria cidade. Talvez por se situar numa região a norte do país, distante dos grandes centros urbanos, o liceu de Vila Real tornou-se tão importante para a identidade e o desenvolvimento desta região — facto que perdurou ao longo de gerações e que continua a definir o carácter desta instituição centenária.


ES Camilo Castelo Branco
Vista Panorâmica - ESccb | 2025
AIRES, Joaquim Ribeiro — Escola Secundária de Camilo Castelo Branco – Vila Real, Subsídios para a sua história e do ensino em Trás-os-Montes. Vila Real, 1991.
O Povo do Norte (várias edições, 1929). | Adaptações: Prof. Júlio Coutinho.
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Camilo Castelo Branco
Camilo Castelo Branco

1825 – 1890

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa e passou parte da infância em Trás-os-Montes, região que marcou profundamente a sua obra. É um dos maiores romancistas da literatura portuguesa, autor de Amor de Perdição e mais de duzentas obras. Em sua honra, o Liceu de Vila Real adoptou o seu nome em 1914, perpetuando a ligação entre o escritor e a identidade cultural transmontana.

Praça Velha
Praça Velha, Vila Real 1940

Vila Real, 1940 — Praça Camilo Castelo Branco.
Foto: Filinto Monteiro (1888–1976).

À esquerda, a fachada lateral do edifício da Câmara. À direita, o antigo edifício do Liceu. Ao fundo, a Vila Velha e restos das antigas muralhas.

Monsenhor Jerónimo do Amaral
Monsenhor Jerónimo do Amaral

1843 – 1921

Figura central na criação do Liceu de Vila Real, Monsenhor Jerónimo do Amaral foi um sacerdote e benemérito transmontano que cedeu as instalações do Colégio de Nossa Senhora do Rosário para o internato liceal, tornando possível a elevação do liceu a central em 1911. A sua generosidade marcou definitivamente o ensino secundário em Trás-os-Montes.

Publicações do Liceu

O Académico

O Académico

Publicação dos Estudantes do Liceu Central de Camilo Castelo Branco
1 de Dezembro de 1936


1 de Dezembro

1º Dezembro

Número único elaborado pela Academia Vilarealense
1 de Dezembro de 1956


Meridiano

O Meridiano

Boletim do Centro de Estudos Geográficos do Liceu Nacional de Vila Real
Janeiro de 1965


O Estudante

O Estudante

Orgão do C.A.C.E. do Liceu Nacional de Vila Real
Março de 1970

Bandeira da Academia
Bandeira da Academia do Liceu

Benzida na Sé em 1925

A bandeira da Associação Académica Camilo Castelo Branco foi benzida na Sé Catedral de Vila Real em 1925, num acto solene que marcou a consolidação da vida académica do liceu. Transportada nos cortejos do 1.º de Dezembro, tornou-se símbolo da identidade e da memória colectiva de gerações de estudantes transmontanos.

O Regadinho
Cortejo do Regadinho, Vila Real 1965

Vila Real, 1965 — Cortejo do Regadinho.
Foto: Aquiles de Almeida (1902–1983).

Tradição das mais queridas do liceu, o Regadinho era o cortejo académico do 1.º de Dezembro. Com capas ao vento, os estudantes percorriam as ruas de Vila Real em Ruada festiva, parando nas casas dos professores para lhes prestar homenagem. O cortejo culminava no Jardim da Carreira com uma homenagem a Camilo, seguida de baile no Salão Nobre do Clube de Vila Real. As damas nas varandas recebiam as capas negras dos estudantes, retribuindo com ramos de violetas.

Cortejo do Regadinho, passando na Rua Central, 1966

Vila Real, 1966 — Cortejo do Regadinho, passando na Rua Central.
Foto: Isaltina Alves de Matos Tomás (1930–2012).

Sarau - Teatro Avenida

1942, Sarau do 1.º de Dezembro

Teatro Avenida

Boletim Cultural

O Boletim Cultural da Escola Secundária Camilo Castelo Branco é uma publicação periódica de natureza cultural que reúne contributos de alunos, professores e colaboradores externos nas áreas da literatura, das artes e do pensamento científico. Criado no início da década de 1990, o boletim tem como principal objetivo promover a reflexão, a criatividade e a divulgação cultural no contexto escolar, funcionando simultaneamente como um elo entre a escola e a comunidade. Ao longo dos anos, tem-se afirmado como um espaço de expressão e partilha, contribuindo para a valorização cultural da região e para o desenvolvimento do espírito crítico dos seus participantes.

Boletim Cultural Nº 28 — 2022

Boletim Cultural Nº 0 — 1990.
Edição Inicial.

Boletim Cultural Nº 28 — 2022

Boletim Cultural Nº 28 — 2022.
Capa: Márcio Sila Pontes (Professor–Expressões/EV).

Boletim Cultural Nº 29 — 2023

Boletim Cultural Nº 29 — 2023.
Capa: Márcio Sila Pontes (Professor–Expressões/EV).

Boletim Cultural Nº 30 — 2024

Boletim Cultural Nº 30 — 2024.
Capa: Márcio Sila Pontes (Professor–Expressões/EV).

Boletim Cultural Nº 31 — 2025

Boletim Cultural Nº 31 — 2025.
Capa: Márcio Sila Pontes (Professor–Expressões/EV).